quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Só você não viu
Mariana na sacada
Em seu corpo a espada
Que insiste em nos punir.

Sem que haja defesa
Em sua gentil sutileza
Põe seus planos sobre a mesa
De com ele nos ferir.

Golpeado, ferido e enfeitiçado,
Tombou meu corpo fragilizado
Que, com semblante pouco usado,
Começou até sorrir.

Assim, risonho e contente,
De maneira incontinente,
Esperou, pacientemente,
A morte lhe cobrir.
Quando da janela vir o sol desaparecer
E o dia, assim, se esconder
Ter-se-á o sinal
No horizonte divinal
De que um ledo engano,
Algo fora dos planos,
Começara a acontecer.
Hoje a noite delira
Porque a sorte é sua...

Tudo está fora do lugar:
A nau sem partir,
O zangado a sorrir.
O Chico sem entreter,
De seu rosto uma lágrima escorrer.
A Lua alvorecer e eclipsar
E as estrelas sem navegar.
Hoje a noite delira
Porque ela é sua...