Há um momento na vida em que
podemos chamar de sublime. É um momento, comumente próximo do ocaso, em que nos
pomos a pensar em tudo o que nos aconteceu, na fugacidade da vida, em coisas
que fizemos ou deixamos de fazer, nas va(n)idades desnecessárias, nas delícias
e nas dores dos amores, nos arrependimentos... estes pensamentos, via de regra,
decorrem de pequenos eventos fortuitos que nos colocam novamente no tempo
perdido. Que não seja ainda o momento do fim, mas o encontro ocasional com duas
pessoas tem-me feito experimentar este estado de flutuação da alma, que se desprende
do corpo e consegue contemplar e ressignificar toda uma existência.
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